
Tudo começou em 2001, quando foi lançado nos cinemas Harry Potter e a Pedra Filosofal, o fenômeno foi tão grande que se seguiram Harry Potter e a Câmara Secreta, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, Harry Potter e o Cálice de Fogo, Harry Potter e a Ordem da Fênix, Harry Potter e o Enigma do Príncipe e neste final de Novembro de 2010 chega aos cinemas o tão começo do fim da série mais popular da última década, Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1.
O filme é a primeira parte que adapta o último livro da série: Relíquias da Morte. Sendo o livro com 590 páginas (o segundo maior em volume, o primeiro é Ordem da Fênix com mais de 700 páginas) seria difícil fazer uma adaptação fiel em apenas um filme, por isso a decisão de fazer em duas partes.
Eu ia fazer uma crítica a uns cinco dias, mas esperei para assistir novamente Sexta, 26; ja tinha assistido Domingo, 21.
O filme começa com clima de tensão, mostrando Hermione (Emma Watson) apagando a memória de seus pais, e o novo ministro Rufo Scrimgeour (Bill Nighy) declarando as pessoas no Ministério dos tempos sombrios, mas que mesmo assim continuavam fortes.
A reunião na mansão dos Malfoy foi melhor do que imaginado, ótimas atuações de Ralph Fiennes (Voldemort), Alan Rickman (Snape) e Helena Bonham Carter (Bellatriz)
Então mostra os Dursley saindo da casa na Rua dos Alfeneiros, Tio Valter explicando a Duda que ali não era mais seguro ficar.
Chega então a Ordem da Fênix para buscar Harry, e então conhecemos um personagem novo na série no cinema: Gui Weasley, explicando sua cicatriz que ganhou do lobisomem Fenrir Greyback; acontecimento de Enigma do Príncipe, mas que não foi mostrado no filme anterior. Então começa a maior cena de ação do filme, os 7 Potters; nunca nenhum filme de Harry Potter teve uma cena tão grandiosa e tão bem feita.
Nos vários acontecimentos do filme, como o casamento de Gui e Fleur, a invasão dos comensais ao casamento, a fuga do trio, a cena do Ministério, Godric's Hollow, visita a Xenofílio Lovegood, nenhuma é melhor do que as aparições de Dobby, o elfo livre amigo de Harry; ele sempre roubava a cena, até parecia que era o principal do filme (coisa parecida com O Senhor dos Anéis com Gollum).
Nesse filme, vemos como o trio principal evoluiu, com Emma Watson você percebe a dor de Hermione de deixar os pais e o sofrimento da personagem na cena em que Bellatriz a tortura. Com Daniel Radcliffe, na cena dos 7 Potters na casa dos Dursley, Dan teve que fazer o papel de Harry, Rony, Fred, Jorge, Hermione, Fleur e de Mundungus. Rupert Grint, na briga de entre Rony e Harry, nem parece que Rupert está atuando, ele simplesmente encorporou o personagem, não é a toa que Martin Scorsesse andou falando que ele é o novo DiCaprio.
Outra característica do filme que percebi e gostei bastante, é as semelhanças e as citações a série O Senhor dos Anéis, mostrando o quão épico esse final vai ser. Primeiro: Quando o Ministro entrega o desiluminador a Rony e fala que aquilo seja uma luz em lugares sombrios, essa cena me lembrou quando em O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel, a Galadriel entrega a estrela de Elendil a Frodo, e fala para ele da seguinte maneira: "Para Frodo Bolseiro, nossa estrela mais adorada, que com ela encontre a luz quando todas as outras se apagarem"; Segundo: As paisagens, com uma vista panorâmica, bem parecido com as de O Senhor dos Anéis; Terceiro: O medalhão de Slytherin, uma mera citação ao Um-Anel, mostrando a mudança de personalidade na pessoa que o usava. Quarto: A ligação entre Harry e Voldemort, uma citação à ligação entre Frodo e o Olho da torre de Barad-Dûm quando colocava o anel, é claro que isso ja existia em A Ordem da Fênix, mas o jeito como Yates (diretor) filmou neste filme (com flashbacks, takes rápidos) lembrou bastante O Senhor dos Anéis; Quinto: A semelhança de Dobby e Gollum, apesar de um ser do bem e outro do mal, é bom levar em consideração que os dois roubam a cena e são bem carismáticos.
O filme tem um ótimo elenco, com Helena Bonham Carter interpretando a melhor vilã da série, Ralph Fiennes sendo o grande vilão Voldemort, Alan Rickman sendo deste o primeiro filme o odiado Snape, Robbie Coltrane mais uma vez como o carismático Hagrid, Bill Nighy com seu legítimo sotaque britânico na pele do Ministro Scrimgeour e o trio principal Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint, mais uma vez como Harry, Hermione e Rony.
O filme no seu todo é ótimo, para mim, um dos melhores da série, mas é um filme para os fãs, tem várias citações aos livros anteriores, que se você não for devotado aos livros não irá entender; por isso eu sugiro que antes de ir ao cinema, procure dar uma lida nos livros, você se divertirá mais sem ficar perdido.
@alrezend
Um comentário:
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